Crônicas do Puntel

Luiz Puntel: A vacina que mudou o mundo


Por mais que saibamos da necessidade de se chegar à vacina contra o covid-19, ainda há os negacionistas de carteirinha; Grupelhos, que pregam absurdos


 | ACidadeON/Ribeirao

Neste tempo pandemônico, de incertezas e desencontros, em que não sabemos quando a curva da pandemia vai ser achatada, discutíamos, nesta semana, em aula online, sobre pós-verdade. Sim, essa praga que prega mentiras e achismos no lugar de verdades incontestes, e falávamos da importância da vacina. 

Por mais que saibamos da necessidade de se chegar à vacina contra o covid-19, ainda há os negacionistas de carteirinha. São grupelhos, que pregam, enquanto a vacina não vem, absurdos, num verdadeiro bate-cabeças. No entanto, como dizia Goebbels, ministro da propaganda nazista, uma mentira contada mil vezes torna-se verdade, e, por isso, é sempre preciso ficarmos a postos. 


Foi aí que um aluno querido lembrou de um documentário sobre o assunto e faço questão de indicar aos leitores atentos à procura da verdade. Sim, porque há outro vírus corroendo pesquisas sérias, chamado de infodemia, ou seja, a avassaladora pandemia de desinformações dos pseudo-especialistas de plantão. 

O documentário chama-se A VACINA QUE MUDOU O MUNDO e é facilmente encontrado no Youtube. Anotem e reservem uma hora do seu precioso tempo, leitores, para se informar sobre a luta que o dr. Jonas Salk teve que travar contra a ignorância, as desinformações, a torcida contrária de muitos especialistas, jornalistas, políticos e até mesmo os desencontros com Albert Sabin, outro grande pesquisador, tão importante quanto Salk. 

Neste documentário, você verá a luta para, com todas as dificuldades da tecnologia da década de 1950, se isolar os três vírus da poliomielite; em seguida, os investimentos necessários, juntando moeda por moeda e, por fim, a luta contra a descrença dos negacionistas, dos que eram contra a vacina. 

Depois de muitos esforços, muita pesquisa, muitos estudos, depois de uma imensa luta para que seus pares acreditassem em suas certezas, Salk teve que lutar contra outro vírus. O vírus do descrédito, o vírus dos negacionistas, o vírus da ignorância de pais, mães, professores, políticos e formadores de opinião. Sim, porque como vou acreditar que, uma vez injetado o vírus em meu filho, nos filhos de nossos vizinhos, não estaríamos assinando o atestado de óbito de nossas crianças? Ou, na melhor das hipóteses, não estaríamos autorizando nossos rebentos a ficarem eternamente com as pernas paralisadas em uma cadeira de rodas, ou em respiradores de aço? 

Walter Winchell, conceituadíssimo jornalista, ouvido de costa a costa dos Estados Unidos, pelo rádio, dizia, quando iniciaram a testar as vacinas de forma experimental: "Mães e pais da América, estão preparando os caixões de vossos filhos. Vão fazer experiências neles e eles irão morrer." 

Se hoje , com toda a tecnologia que temos, ainda vemos passar na timeline de nossas redes sociais, fake estapafúrdias news afirmando que o tal do coronavírus não existe, que os hospitais estão vazios, que isso é só uma gripezinha, que há uma histeria porque poucos irão a óbito, imagina há setenta anos. 

E, como todos somos humanos, não faltaram, evidentemente, a ciumeira, a inveja, os postulados ideológicos, os torcedores contrários para que as pesquisas do dr. Jonas Salk não dessem certo, pois seu nome ganhara projeção nacional. Isso lhes parece familiar, caros leitores?
Assistam! Vale a pena rever as dificuldades dos estudos para a descoberta da vacina contra a poliomielite e como a infodemia é perversa, é danosa, é monstruosamente criminosa!

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Puntel, indo pesquisar sobre a Revolta da Vacina, em 1904, em um país chamado Brasil.


Fonte: ACidadeOn





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