Crônicas do Puntel

O Ministério Público como agente


Candidatos, na prova de redação do Enem, analisem se não cabe citar o Ministério Público como um dos agentes

Luiz Puntel | ACidadeON/Ribeirao

Daqui a vinte dias, milhões de candidatos participarão do ENEM. E até hoje eles têm dificuldade sobre o que devem propor, na prova de redação, quanto à competência 5. Nesse item, é preciso dar solução detalhada para o problema que a banca examinadora oferecerá. Ou seja, os candidatos se perguntam: qual ou quais agentes devemos citar? 
Quando a solução envolve conscientização, todo professor certamente já orientou seus pupilos sobre a instituição da "família", primeiro núcleo de formação de cidadania, que poderá ser o agente escolhido. Ela e as "instituições escolares" são bem-vindas, já que a escola também é espaço onde se constrói cidadania. 

Até aí estamos indo bem! Mas, se a solução exigir como coibir a violência contra a mulher, como já foi pedido em 2015? Ou como combater a corrupção, ou desmandos políticos, ou o abandono da coisa pública, ou os descasos com a velhice, que órgão governamental os candidatos devem citar e referendar em sua solução? Além dos já citados, basta uma rápida pesquisa nas últimas edições de A Cidade para comprovar que se trata do Ministério Público. 

E aqui eu sugiro que os candidatos se valham do excelente vídeo, disponibilizado no Youtube, sobre a mostra artística "Retratos da Cidadania", que, no ano passado, esteve no Centro Cultural Palace e, posteriormente, no RibeirãoShopping. Trata-se de uma exposição de dezessete pinturas de jovens artistas paulistas, que se inspiraram em casos emblemáticos denunciados pelo Ministério Público. Entre eles, o dinheiro desviado por Paulo Maluf, a crise hídrica na cidade de São Paulo, a violência contra a mulher e o tétrico caso Kalume, pavoroso crime de tráfico de órgãos humanos, feitos por médicos de Taubaté. Detalhe: os órgãos eram retirados de pacientes vivos. 

Há também um quadro da artista Isabella Moral, em que ela pintou umas catracas voadoras com notas de dinheiro ao léu, caindo do céu, diante de um palácio municipal, que ficou sem um guinéu. Sim, leitores, a Operação Sevandija também fez parte da exposição! 

Enfim, candidatos ao ENEM, como Agente na prova de redação, daqui a vinte dias, analisem se não cabe citar o Ministério Público como um dos agentes. Exemplo? Dar-vos-ei, como diria Machado. Suponha que caia a questão da necessidade de o Brasil se preparar para a velhice, já que daqui a 40 anos, 25% da população será de idosos. SE os candidatos afirmarem que, para o país se preparar para a velhice, é fundamental a conscientização pela família e escola do respeito que os idosos merecem, vale a pena também elencar o Ministério Público, que, com o intuito de proteger a velhice, investigue, por meio de apurada fiscalização, e denuncie o descumprimento em casos que firam o Estatuto do Idoso.

Assim, os candidatos terão uma excelente solução, pois só dessa maneira poderemos ter a certeza de que, gradativamente, o Brasil terá sua população idosa amparada nos direitos de cidadania e assistida pelos órgãos governamentais.  
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Puntel, sobraçando o Estatuto do Idoso.

fonte: ACidadeOn


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