Crônicas do Puntel

PERDEU, BOLT, PERDEU!


      Outro dia, um amigo me contou algo que, juro, precisei dar uma de São Tomé, ou seja, só acreditei vendo! Se eu não visse, diria que é fake news, balela, mentira da grossa. Mas, como eu vi, contarei a vocês, pacientes leitores, o ocorrido.

      Desculpem o trocadilho, mas, por falar em “ocorrido”, o caso é mesmo do mundo das ocorrências de corridas. E, quando falamos em corridas, lembramo-nos de quem? Sim, leitores, dele, o Raio, o atleta mais veloz dos velozes, mais veloz que o Road Runner, o Papa Léguas dos desenhos animados. Estamos falando do jamaicano Usain Bolt, o recordista mundial dos 100 metros rasos, com a incrível marca de 9,58s.

      Só para lembrar, ele arrancava do taco já fazendo os adversários comer poeira. E, antes de cruzar a fita de chegada, se dava ao luxo de olhar para o lado, tipo meio que conferindo “quem será que eu consegui trazer no arrasto do vácuo de minhas passadas”? E abria aquele riso risonho, que encantava o mundo todo, disparando simpatias.

      E o que tem a ver o Bolt com o que vi visto vistado, que tanto me sarapantou, como diria um dos personagens do Guimarães Rosa? Nos Estados Unidos, vão tomando nota, leitores, tem um moleque de sete anos de idade, que está a menos de 4 segundinhos do recorde do Bolt. Não é preciso ver para acreditar? Se o Bolt bateu o seu recorde quase na marca dos 10 segundos, o garotinho Rudolph Ingram, este o nome da ameaça norte-americana, corre os mesmo 100 metros em 13,48s. Façam as contas e constatarão que o menino não corre, voa!

      Assim como o Bolt fazia com seus adversários, Rudolph arranca do taco e desaparece, os adversários só o encontrando no final da corrida, já de banho tomado, cabelo rastafári ajeitado e a certeza de que se continuar do jeito que vai, vixi, baterá o recorde do jamaicano daqui a pouco.

      Ah, tem mais! Ele joga futebol americano, tá? Tem um vídeo em que ele dispara, os adversários tentam agarrá-lo, ele desliza, escorrega, parece um ensabonetado, engata uma reduzida e faz o tal do touch down sem nem derramar uma gotinha de suor.

      Ok, leitores, já que vocês querem, como eu queria, dar uma de São Tomé, fiquem à vontade para tentar achar o moleque no Youtube. Se não encontrarem, é porque ele – zuim – desapareceu na reta oposta, como fazia o Senna, que não entrou nesta crônica, mas que sempre continua merecendo os nossos respeitos!

Puntel, calçando tênis, calção e camiseta e se refestelando no sofá para tentar achar o substituto do Bolt na internet.

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