Recado do professor Puntel: Isabela, parabéns pelo excelente texto sobre as “pulseiras do sexo”. Para que você perceba como escreveu de forma convincente, já que argumentativa, leia as redações publicadas pelo UOL sobre o assunto. São redações sem criticidade, sem convencimento, deixando muito a desejar. E, infelizmente, é a tônica de milhares de candidatos aos vestibulares, ou seja, sem autonomia textual. Beijão, Isabela!
Não bastasse a polêmica envolvida em relação ao sexo, tem ocorrido atos de violência sexual para com jovens que usavam os adereços. Tudo isso acontece não por causa das pulseiras mas sim por falta de educação sexual destes. Diante disso, a proibição das pulseiras estancará o problema?
Com base em dados, 40% das grávidas que chegam ao SUS são adolescentes, provando então a falta de orientação e do diálogo. Como foi dito anteriormente, proibir as pulseiras não atingirá o cerne da questão, mas sim o camuflará, permitindo os jovens a criarem outras formas de se rebelarem e outros jogos que suprem sua curiosidade a respeito da vida sexual.
Os adolescentes precisam ter autonomia, mas antes é preciso que saibam a respeito do assunto e tenham responsabilidade. Assim, não haveria a inversão de valores. A juventude brasileira precisa discutir questões sexuais em sala de aula, Mas, para isso, as escolas têm que colocar em prática os temas transversais dos Parâmetros Curriculares Nacionais. Não só as escolas mas também as famílias têm seu papel importante na educação dos jovens, precisando tomar cuidado com a negligência – falta de diálogo e orientação.
Só assim teríamos uma juventude mais equilibrada sexualmente, não precisando, portanto, do jogo deturpado da pulseira do sexo. A vida requer um compromisso, uma responsabilidade e o papel dos formadores da juventude é mostrar-lhes o que ainda desconhecem.