Recado do professor Puntel: Thiago, Guimarães diria: “eia pois, mano veio! Ah sim! O medo do Cão não seja, não venha, não tenha poder, eia pois-de!...” Divino! Texto brilhante de guimaraesrososo, menino! O mestre, lá do Céu, tá trilitando estrelinhas, abeançoando Ocê! Tá com cara de Ó o Rosa, ah tá!
O medo é um sentimento inerente ao homem. Ele o faz hesitar. Como Fabiano
A personagem Riobaldo, de Guimarães Rosa, crê que ninguém a licença de causar o medo
Tendo medo, o ímpeto de revolta, contestação, cala-se. Tal como a “sirene rouca” de Drummond, o amedrontamento paralisa o ser. Essa paralisação é utilizada com maestria por diversos governantes. Analisando esta utilização, o filósofo Platão concluiu que a criação de um simulacro de medo visa o controle da população. Uma vez instaurado, ele se propaga, por cada corpo, como uma onda.
Tal como os olhos de Capitu, ressacas machadianas, o medo traga o homem a um estado de enclausuramento; tornando-se, em alguns casos, doentio e danoso, como atesta o psiquiatra Tito Paes de Barros Neto. Essa clausura é potencializada por diversas fobias. A social, por exemplo, causa dificuldade
Dessa maneira, o combate às fobias será um aliado contra o amedrontamento, sendo potencializado pelo pensamento de Riobaldo. Caso contrário, sem luta, o homem repetirá, cabisbaixo, “governo é governo”.