Oficina Literária Puntel
23.12.2009
A LIBERTAÇÃO - Tema: Cinto de Castidade

Recado do professor Puntel: Tema mais do que urgente este, não? Afinal, os cintos de castidade continuam firmes e fortes no século XXI. Não só os anatômicos como também os metafóricos. Você soube dissertar a respeito. Beijos, tilidinha!

   A figura da mulher na Antiguidade, Idade Média e meados da sociedade contemporânea sempre a projetou como centro do lar, submetida à criação dos filhos e às tarefas domésticas. Durante o século XX e XXI, as mulheres conquistaram seu espaço, enalteceram seus valores, enfim, a mentalidade contemporânea segue novos rumos. No entanto, os traços do passado ainda são refletidos na sociedade atual.

No período medieval, as mulheres eram submetidas ao uso de castidade, o qual impedia as relações sexuais. Esse, com o passar dos séculos, foi se tornando obsoleto devido às inúmeras conquistas do universo feminino. Porém, é evidente que, nos dias atuais, o cinto de castidade é metaforizado a todo momento no cotidiano da sociedade.

Ao longo do século XX, as mulheres conquistaram seu espaço, seja em âmbito político, econômico ou social. Em 1934, foi instituído o voto feminino; assim a mulher pôde participar da vida política da mesma maneira que entrou para o mercado de trabalho, podendo tomar decisões econômicas. Quanto ao social, sua maior conquista foi a lei Maria da Penha, a qual a violência à mulher resulta na prisão.

Por outro lado, não podemos ficar cegos diante dessas conquistas. No Oriente Médio, por exemplo, onde predomina a religião muçulmana, as mulheres não têm direito algum sobre sua vida particular. Os fundamentalistas islâmicos veem, na sociedade ocidental, onde mulheres e homens têm os mesmo direitos, um inimigo a ser combatido.

Ainda evidenciando os vestígios do cinto de castidade na sociedade contemporânea, a empresa Lindelucy lançou uma lingerie com GPS para que homens ciumentos possam controlar suas mulheres.

Assim sendo, é clara a imposição machista da sociedade ao universo feminino. Não podemos deixar de lado as conquistas, mas devemos ter consciência da necessidade da luta incessante para a mulher ser sujeita do seu querer. Só assim, ocorrerá a verdadeira libertação do cinto de castidade.

 

 

 

 

 

Fernanda Ramos Frederico aluna aprovada ADM/USP em 2010

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