Recado do professor Puntel:
”Mariana, tilidinha! Seu texto ficou com a marca da aprovação. Há um que outro comentário, mas são detalhes. Parabéns!”
A rotina de um indivíduo é a sequência de atos ou procedimentos que se observa pela força do hábito. O cotidiano de alguém que possui determinados hábitos alimentares e higiênicos é saudável, mas as outras rotinas impedem de se enxergar a mudança, além disso, escraviza o homem.
Um defeito do ser humano é se acomodar com a rotina porque há a tendência de não se aceitar o que não se domina ou não se controla. O desconhecido amedronta o homem e então ele prefere se acomodar em algo talvez prejudicial ou explorador. (Obs. nossa: troque defeito por equívoco. Rever: acomodar em algo) A repetição frequente de algumas ações baseadas em padrões já estabelecidos gera preconceitos, dogmas, tabus, os quais atrasam o desenvolvimento humano.
O trabalho é uma rotina que escraviza o trabalhador, humilha-o e o aliena. O trabalho exige empenho constante massacrante e, (obs. nossa: eco) na atual fase da globalização, os direitos adquiridos pela classe operária em meados do século XX, hoje foram transformados
Na letra Cotidiano, de Chico Buarque, o eu lírico expõe a própria rotina do trabalho de forma pejorativa. Ele até sente vontade de desistir: “Todo dia eu só penso em poder parar”, mas continua por questões de responsabilidade profissional e socioeconômicas. A esposa, excepcionalmente, ainda sente paixão vivendo na rotina.
Na mitologia grega, há a história de Sísifo, que tinha que carregar todo dia uma pedra até o cume da montanha. Depois a pedra rolava. É uma metáfora do mundo contemporâneo. O trabalho exercido pelos homens é produtivo até que ponto? Explora e aliena o trabalhador, agride o meio ambiente, materializa a vida e as relações pessoais.
A perpetuação da rotina impede a criação de novidades, descobertas, surpresas. Não se criam vanguardas! É fundamental se engajar, ser subversivo, quebrar algumas regras, desconstruir rotinas tradicionalizantes, encontrar o extraordinário no ordinário. O fotógrafo Dewitt Jones ensina a atingir a criatividade, treinar a técnica, mudar a perspectiva. (Obs. nossa: O fotógrafo Dewitt Jones, da National Geographic, em um documentário recente, nos ensina....)
Portanto, a rotina acomoda o indivíduo em padrões ruins, atrasados, prejudiciais, moralizantes. Deve-se sempre buscar o novo, alterar conceitos ignorantes, buscar satisfação, prazer, justiça. A frase do teatrólogo Bertold Brecht pode estimular o homem: “Nunca diga que isso é normal para que não passe por imutável.” (obs. nossa: rever como citar Brecht)